quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mel Lisboa comemora o sucesso de Sansão e Dalila


Sansão e Dalila terminou ontem, como mais um sucesso bíblico da Record – o que deve consolidar esse modelo de minissérie na emissora. Todos os poréns, entretanto, não devem atingir a protagonista Mel Lisboa, que, justiça seja feita, começou bem sua trajetória naquela que deve ser sua casa por pelo menos cinco anos.
É o tempo do contrato que ela assinou em abril do ano passado, quando decidiu não renovar com a Globo, emissora que a projetou como a protagonista da minissérie Presença de Anita (2001). Foi um começo mais do que retumbante, e cujos ecos soaram até agora, com a chegada de Dalila. “São dois marcos na minha carreira, sem dúvida. Duas mulheres fortes, duas protagonistas. Mas elas não têm nada a ver, na real”, reflete ela, numa conversa com o Estado.
A atriz diz que ainda não recebeu nenhum sinal da Record sobre seu futuro na emissora. Afinal, ela não poderia fazer parte das produções que estão em andamento, o que a faria emendar dois papéis. “É bom, porque dá uma folguinha, né?”, diz ela, que segue em cartaz com a peça Mulheres Alteradas, no Teatro Procópio Ferreira, até o dia 27. Depois do carnaval, o espetáculo começa temporada no Rio. “É preciso dar um tempo, porque eu não poderia sair de um papel tão forte direto para uma novela.”
Escrita por Gustavo Reiz a partir da história contada no Livro dos Juízes, e dirigida por João Camargo, Sansão e Dalila apresentou uma boa audiência para os padrões da Record – 14 pontos, em média -, tendo levado a emissora à liderança em alguns momentos. “Fiquei muito satisfeita, porque toda a equipe ralou muito para que o resultado fosse bacana, então ter esse retorno é maravilhoso”, comemora Mel.
A adaptação da Record segue a linha do filme dirigido por Cecil DeMille em 1949, ou seja, dá status de protagonista a Dalila. Na Bíblia, ela só aparece a partir do momento em que cruza o caminho de Sansão, mas na minissérie ganhou todo um passado – sofrido, o que justificaria a traição que ela comete. “Vejo mais como uma humanização, e isso faz com que as pessoas se envolvam. Era necessário para que as pessoas torcessem pelo casal”, reflete a atriz, que não teme ser assombrada pelo fantasma de Dalila como foi pelo de Anita. “Só o tempo pode dizer. Mas com Anita foi diferente, porque na época eu ainda não tinha feito nada”, pondera. “Agora, as pessoas já sabem que eu sou a Mel.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário